Um segundo de descontrole foi suficiente para transformar um jogo comum em um episódio histórico — e trágico. Muhammad Hilmi Gimnastiar, então jogador do Putra Jaya, da Indonésia, teve a carreira encerrada de forma definitiva após protagonizar uma agressão brutal em partida da quarta divisão nacional contra o Perseta 1970.
No segundo tempo, em meio a uma disputa aparentemente banal, Hilmi perdeu completamente a noção e acertou uma voadora criminosa no peito de Firman Nugraha. O golpe, digno de ringue e não de gramado, fez o adversário desabar imediatamente, causando choque entre jogadores, comissão técnica e torcedores. Nugraha precisou de atendimento médico urgente e foi levado de ambulância ao hospital.
Exames apontaram fratura na costela e dificuldades respiratórias, exigindo o uso de oxigênio, segundo o jornal espanhol Marca. Apesar da violência do impacto, o jogador ferido não corre risco de vida. Ainda no campo, Hilmi recebeu cartão vermelho e teve de ser escoltado para fora sob forte tensão, cercado por atletas revoltados do time adversário.
A Federação de Futebol da Indonésia não hesitou e aplicou a pena máxima: banimento vitalício de qualquer atividade ligada ao futebol, além de multa de 2,5 milhões de rúpias (cerca de R$ 800). O Putra Jaya, por sua vez, rompeu imediatamente o contrato com o atleta. Assim, um único ato de fúria escreveu o ponto final de uma carreira, e deixou uma mancha difícil de apagar nos anais do esporte.
Veja vídeo:
ini sih ga usah dibawa ke Komdis PSSi, mending langSUng dikenakan Pasal 338 jo Pasal 53 KUHP pic.twitter.com/dl3E7IPOH8
— Komisi Wasit (@MafiaWasit) January 5, 2026