O superintendente da Transalvador, Diego Brito, afirmou que os maiores desafios para a mobilidade em Salvador durante o Carnaval estão concentrados nas áreas de restrição de tráfego, especialmente na Barra e regiões como Ondina, Chame-Chame e Centenário. Em entrevista ao programa Sociedade Urgente, com Adelson Carvalho, nesta segunda-feira (9), ele destacou que veículos estacionados irregularmente nos circuitos e o grande fluxo de moradores e serviços credenciados impactam diretamente a fluidez. “A gente sabe os problemas que o Carnaval traz relacionado à fluidez do trânsito, principalmente na Barra. A gente tenta minimizar os impactos do Carnaval”, explicou.
Segundo Brito, a Transalvador estruturou cinco grandes zonas de restrição, subdivididas em 12 áreas, e realizou o credenciamento de moradores entre setembro e o início de dezembro. Ao todo, são mais de 30 mil imóveis nas regiões afetadas, mas apenas cerca de 10 mil moradores fizeram o cadastro antecipado pela internet. “Entregamos essas credenciais em casa. Quem não recebeu pode retirar no Shopping Barra, no terceiro piso, e no Ferreira Costa dos Barris, no caso dos prestadores de serviço. Agora tem muita gente procurando de última hora, não tem jeito, tem que ir”, afirmou, lembrando que quem trocou de veículo também precisa atualizar a credencial.
Durante a entrevista, o gestor também respondeu a questionamentos de ouvintes sobre outros pontos críticos da cidade, como a Avenida Vasco da Gama e a Feira de São Joaquim. Ele explicou que o grande número de semáforos na Vasco da Gama está ligado às obras e estações do BRT e à necessidade de travessias seguras para pedestres, além da redução de acidentes em áreas de grande movimento. Já na Feira de São Joaquim, o problema envolve a ocupação da pista por ambulantes, o que dificulta o acesso dos ônibus às baias. “Os ônibus acabam fazendo embarque e desembarque no meio da pista, gerando retenção. A gente começa a operação ali de 2, 3 horas da manhã, organizando pontos e conversando com os ambulantes, mas é um trabalho que não depende só da Transalvador”, pontuou.