O Ministério da Justiça e Segurança Pública avalia endossar a versão apresentada pelo deputado federal Guilherme Derrite para o chamado PL Antifacção, cuja votação está prevista para a próxima semana na Câmara dos Deputados. A proposta, que trata do endurecimento das medidas contra organizações criminosas, voltou à análise dos deputados após sofrer alterações no Senado Federal, onde foi relatada pelo senador Alessandro Vieira.
Segundo o novo secretário de Assuntos Legislativos da pasta, Paulo Modesto, uma equipe técnica acompanha atentamente as duas versões do texto para buscar pontos de convergência que permitam a construção de um acordo. O tema também tem sido discutido com o presidente da Câmara, Hugo Motta, em meio às negociações para viabilizar a votação. O governo tenta equilibrar as divergências surgidas ao longo da tramitação e evitar novos impasses no plenário.
Inicialmente, após divergências entre Executivo e Câmara, o texto de Derrite, aliado do governador de São Paulo, Tarcísio de Freitas, foi encaminhado ao Senado. Na Casa Alta, ainda sob a gestão do então ministro Ricardo Lewandowski, o governo firmou acordo com Alessandro Vieira em dezembro de 2025, promovendo novas modificações na proposta. O Palácio do Planalto defendia a versão do senador, e a ministra das Relações Institucionais, Gleisi Hoffmann, chegou a declarar publicamente que Derrite deveria deixar a relatoria do projeto na Câmara.