A Câmara dos Deputados da Argentina aprovou, na madrugada desta sexta-feira (20), a reforma trabalhista defendida pelo presidente Javier Milei. O texto recebeu 135 votos favoráveis e 115 contrários, mesmo diante de uma greve nacional convocada por sindicatos contrários às mudanças. O projeto agora retorna ao Senado para votação final.
O governo argentino sustenta que a proposta vai estimular investimentos e ampliar o emprego formal, dentro da agenda econômica de viés liberal adotada por Milei. Entre as alterações feitas pelos deputados está a retirada de um artigo que previa redução de benefícios ligados à saúde dos trabalhadores.
Centrais sindicais, no entanto, afirmam que a reforma enfraquece direitos históricos e ameaça garantias como o direito de greve. A Confederação Geral do Trabalho (CGT) liderou uma paralisação de 24 horas que afetou setores como transporte, bancos e serviços públicos durante a tramitação do projeto.