O presidente Luiz Inácio Lula da Silva defendeu a união de países em desenvolvimento, especialmente os do Sul Global, como estratégia para alterar a lógica econômica internacional. A declaração foi feita neste domingo (22), ao fim de sua agenda na Índia. Segundo ele, a articulação entre nações com interesses comuns fortalece o poder de negociação diante das grandes potências.
Lula afirmou que o Brics tem contribuído para esse reposicionamento, ao ampliar a cooperação econômica e financeira entre seus membros. O presidente voltou a negar a criação de uma moeda única do bloco, defendendo, em vez disso, transações comerciais nas moedas nacionais para reduzir dependências externas. Também reforçou a defesa do multilateralismo e disse que é preciso fortalecer a Organização das Nações Unidas para garantir representatividade e mediação de conflitos.
Sobre a relação com os Estados Unidos, Lula disse que pretende discutir com Donald Trump o papel norte-americano no sul do continente, defendendo respeito à soberania regional. “Quero discutir qual é o papel dos EUA na América do Sul, se é de ajuda ou ameaça, como está fazendo com o Irã. O que o mundo precisa é de tranquilidade. Vamos gastar nossa energia para acabar com a fome e com a violência contra as mulheres, que cresce em todos os países”, declarou Lula.