A liderança indígena que estava presa com suspeitas de envolvimento no ataque a tiros a duas turistas do Rio Grande do Sul no final de fevereiro, foi solta após decisão do Tribunal Regional Federal da 1° Região, nesta segunda-feira (9). As irmãs Denise Moro, de 57 anos, e Josiane Moro, de 55, foram baleadas após passarem por uma área de conflitos de terra entre indígenas e fazendeiros. Elas receberam alta e voltaram para o sul do país no último sábado (7).
A relatora do caso declarou que, apesar do ocorrido, não há provas suficientes para justificar a manutenção da prisão preventiva imposta ao líder. Ela destacou que as suspeitas da autoria envolvem circunstâncias muito superficiais ainda, baseando-se apenas no depoimento de um adolescente apreendido, sem outras provas apresentadas na investigação.
A decisão também levou em consideração que outros sete indígenas envolvidos no caso receberam liberdade provisória ou prisão domiciliar. O TRF avalia que manter a liderança indígena sob custodia pode parecer um “tratamento desigual” no processo. Agora, todos os oitos indígenas presos anteriormente passam a responder o caso em liberdade. A Polícia Federal investiga o caso, que apura as circunstâncias do ataque e os autores do crime.