Um levantamento divulgado nesta sexta-feira (15) pelo Instituto Fogo Cruzado revela um aumento preocupante no número de tiroteios ocorridos durante perseguições policiais em Salvador e Região Metropolitana nos primeiros meses de 2026. Segundo os dados, houve um crescimento de 15% em comparação ao mesmo período do ano passado, com incidentes registrados frequentemente em vias de grande circulação e áreas residenciais densas. O relatório destaca o risco para a população civil que se vê em meio ao fogo cruzado.
O Instituto aponta que a estratégia de segurança baseada em confrontos diretos tem gerado efeitos colaterais graves, como a interrupção de serviços públicos e o trauma psicológico em comunidades periféricas. “A segurança pública precisa ser pensada para além do confronto. O aumento de tiroteios em perseguições mostra uma letalidade que atinge não apenas os alvos, mas também inocentes”, avaliou a coordenadora regional do Instituto. O bairro de Valéria e a região da Avenida Suburbana foram citados como pontos de maior incidência.
A Secretaria de Segurança Pública da Bahia (SSP-BA) informou que as ações policiais são pautadas pela legalidade e visam combater o crime organizado e o tráfico de drogas. A pasta ressaltou que investe em treinamento e câmeras corporais para aumentar a transparência e reduzir a letalidade policial. A SSP também destacou que as perseguições ocorrem em situações de flagrante delito, onde a intervenção é necessária para garantir a ordem pública.