O ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), autorizou a ampliação do tempo de permanência dos advogados de Jair Bolsonaro durante as visitas ao ex-presidente e permitiu que a equipe de defesa acompanhe seu depoimento no inquérito que investiga uma pistola registrada em seu nome. A medida atende a uma solicitação dos advogados, que alegaram limitações impostas pelas regras da prisão domiciliar, nas quais o contato presencial com o ex-presidente estava restrito a períodos reduzidos.
Bolsonaro deverá prestar esclarecimentos diretamente em sua residência, em Brasília, onde cumpre prisão domiciliar por determinação do STF. A investigação é conduzida pela Polícia Civil do Distrito Federal, por meio da 17ª Delegacia de Polícia, em Taguatinga Norte, e busca esclarecer as circunstâncias envolvendo a arma encontrada com um agente ligado ao Gabinete de Segurança Institucional (GSI). A autorização concedida por Moraes garante a participação da defesa durante o depoimento, preservando o direito ao acompanhamento jurídico no decorrer das diligências.