A tensão no Oriente Médio voltou a aumentar após o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, afirmar nesta terça-feira (21) que Washington poderá agir diretamente contra os Houthis caso o grupo armado do Iêmen leve adiante a ameaça de bloquear a navegação no Mar Vermelho. A declaração ocorre depois de os rebeldes, alinhados ao Irã, anunciarem um bloqueio naval direcionado à Arábia Saudita, alegando que a medida é uma resposta ao cerco aéreo imposto pelos sauditas ao território iemenita. Os Houthis controlam áreas estratégicas do Iêmen, incluindo parte da costa do Estreito de Bab el-Mandeb, corredor marítimo considerado um dos mais importantes do mundo por conectar o Mar Vermelho ao Oceano Índico e concentrar parte significativa do comércio internacional.
A possibilidade de interrupção da navegação na região elevou a preocupação da comunidade internacional devido aos potenciais impactos sobre o transporte marítimo e o mercado global de energia. Além da ameaça dos Houthis, o Irã também sinalizou que poderá ampliar a pressão sobre a rota, aumentando o temor de uma escalada militar em um dos principais corredores de exportação de petróleo e gás natural. Em resposta, o governo da Arábia Saudita condenou qualquer tentativa de bloqueio e garantiu que adotará todas as medidas necessárias para proteger suas embarcações. A coalizão militar liderada por Riad reforçou que continuará atuando para assegurar a livre circulação de navios pelo Estreito de Bab el-Mandeb, enquanto analistas avaliam que um eventual fechamento da passagem pode provocar alta nos custos do transporte marítimo e pressionar os preços de combustíveis e de produtos comercializados em escala global.