O governo brasileiro classificou como sequestro a prisão do presidente da Venezuela, Nicolás Maduro, durante reunião do Conselho Permanente da Organização dos Estados Americanos (OEA). A posição foi apresentada pelo embaixador Benoni Belli, representante do Brasil no organismo, que condenou duramente as ações militares realizadas em território venezuelano.
Em sua fala, o diplomata afirmou que os bombardeios e a captura do chefe de Estado venezuelano ultrapassam limites considerados inaceitáveis no direito internacional. “Esses atos representam uma afronta gravíssima à soberania da Venezuela e criam um precedente extremamente perigoso para a comunidade internacional”, declarou Belli, ressaltando o risco de instabilidade regional e global diante desse tipo de intervenção.
O embaixador também afirmou que o cenário atual remete a práticas que se acreditavam superadas, reacendendo preocupações históricas na América Latina e no Caribe. Segundo ele, o Brasil defende que apenas um processo político amplo, conduzido pelos próprios venezuelanos e livre de ingerências externas, pode levar a uma solução que respeite a vontade popular, a soberania nacional e a dignidade humana do país.