O governo da China declarou que monitora com atenção a entrada da montadora BYD na “lista suja” do trabalho escravo no Brasil. O Ministério das Relações Exteriores chinês reforçou, nesta terça-feira (7), que exige o cumprimento das leis locais por suas empresas, após a atualização do Ministério do Trabalho incluir a gigante dos elétricos no cadastro de empregadores que submeteram pessoas a condições análogas à escravidão.
A sanção ocorre após o resgate de 220 chineses em 2024, nas obras da fábrica na cidade de Camaçari, na Região Metropolitana de Salvador, onde foram constatadas retenção de passaportes, vigilância armada e alojamentos precários. Embora a BYD tenha atribuído as irregularidades a uma prestadora de serviços e firmado um acordo de R$ 40 milhões com o Ministério Público do Trabalho, a empresa agora figura no índice oficial.
A atualização semestral da “lista suja” pelo Ministério do Trabalho adicionou 169 novos nomes, totalizando cerca de 613 empregadores sob fiscalização. As entidades listadas permanecem no cadastro por dois anos, enfrentando restrições e a necessidade de regularização imediata para evitar novas punições administrativas e judiciais.