O Cartão Nacional de Saúde (CNS) passou a utilizar o CPF como principal número de identificação dos usuários do Sistema Único de Saúde (SUS). A mudança, anunciada pelo ministro da Saúde, Alexandre Padilha, entrou em vigor nesta sexta-feira (30) e substitui o antigo número do cartão SUS nos atendimentos. De acordo com o Ministério da Saúde, a medida busca unificar os registros, reduzir cadastros duplicados e facilitar o acesso às informações dos pacientes na rede pública. Quem já possui o cartão do SUS não precisa adotar nenhuma providência, pois os dados foram vinculados automaticamente ao CPF.
Com a nova regra, o cidadão deve informar o CPF ao chegar às unidades de saúde para ser identificado no sistema. Os novos cartões já estão sendo emitidos com o documento como número principal. A alteração foi acompanhada por uma revisão no Cadastro Nacional de Usuários do SUS (CadSUS), considerada pelo governo como uma “limpeza” na base de dados, com a exclusão de inconsistências e duplicidades. A meta é inativar mais de 100 milhões de registros antigos ou irregulares.
Segundo a pasta, a integração entre o CadSUS e a base da Receita Federal permite o uso do CPF como identificador único, facilitando a consulta a dados como histórico de vacinação e retirada de medicamentos em programas como o Farmácia Popular. Pacientes que não possuem CPF continuarão sendo atendidos e, em casos como urgências, será feito um cadastro temporário com validade de um ano. O Ministério da Saúde informou ainda que a adaptação dos sistemas do SUS ocorrerá de forma gradual, em parceria com estados e municípios, com conclusão prevista para dezembro de 2026.