A defesa de Fábio Luiz Lula da Silva, filho mais velho do presidente Lula, protocolou pedido no Supremo Tribunal Federal para ter acesso integral às investigações que apuram um esquema de desvios envolvendo aposentados e pensionistas do INSS. O processo está sob relatoria do ministro André Mendonça. Segundo apuração, a iniciativa busca esclarecer se Fábio Luiz figura formalmente entre os investigados, após seu nome aparecer em depoimentos de delação premiada firmados por dois ex-dirigentes do alto escalão do instituto.
As investigações, que tratam de um esquema iniciado ainda na gestão de Jair Bolsonaro e que teria se ampliado nos anos seguintes, ganharam força depois de reportagens revelarem suspeitas de irregularidades na autarquia. Em dezembro, o diretor-geral da Polícia Federal, Andrei Rodrigues, afirmou à CPMI do INSS que não poderia comentar eventuais citações a Fábio Luiz devido ao sigilo do inquérito, mas reconheceu a existência de menções que precisariam ser apuradas. O próprio presidente relatou ter conversado com o filho sobre o caso e cobrado explicações.
Em nota divulgada nesta quarta-feira (25), os advogados sustentaram que Fábio Luiz não tem qualquer vínculo com as fraudes investigadas, negando participação em desvios ou recebimento de valores ilícitos. No texto, a defesa critica a divulgação de informações parciais e afirma que o pedido ao STF visa garantir acesso aos autos para que ele possa se manifestar com base em provas concretas. Aliados do governo, por sua vez, têm atuado para barrar requerimentos que ampliariam a apuração sobre o empresário na comissão parlamentar, enquanto seus advogados orientaram que ele não prestasse esclarecimentos no colegiado até ter conhecimento formal do conteúdo da investigação.