O embaixador do Irã na Organização das Nações Unidas (ONU), Amir Saeid Iravani, afirmou que ao menos 1.332 civis iranianos morreram e milhares ficaram feridos desde o início do conflito envolvendo Irã, Israel e os Estados Unidos. Em conversa com jornalistas em Nova York, ele acusou Washington e Tel Aviv de atingirem deliberadamente estruturas civis, enquanto o Irã, segundo ele, direciona seus ataques apenas a alvos militares. Os governos norte-americano e israelense negam a acusação.
Iravani também declarou que o governo iraniano investiga relatos de possíveis ataques a áreas não militares e sugeriu que alguns casos podem ter sido provocados por interceptações ou interferências do sistema de defesa dos Estados Unidos, o que teria desviado projéteis destinados a alvos militares. Para o embaixador, o país não pretende atingir interesses de nações vizinhas durante a guerra.
A tensão aumentou após o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, exigir a “rendição incondicional” do Irã e defender que o novo líder supremo do país seja “aceitável” após a morte do aiatolá Ali Khamenei. O diplomata classificou a declaração de Trump como “interferência em assuntos internos”. Horas depois, o presidente iraniano afirmou que países não identificados iniciaram tentativas de mediação para encerrar a guerra.