Durante a reunião do Conselho de Segurança da ONU nesta segunda-feira (5), os Estados Unidos disseram que não estão em guerra contra a Venezuela e que não pretendem ocupar o território do país. A reunião foi convocada após a operação militar realizada no último sábado (3) resultando na captura do ditador venezuelano Nicolás Maduro e sua esposa, Cilia Flores.
Durante o encontro, o embaixador americano, Mike Waltz, que representa o país na ONU, classificou Maduro e a esposa como narcoterroristas e afirmou que a ação em Caracas, capital da Venezuela, foi uma “operação de aplicação da lei”. Segundo Waltz, o líder venezuelano será julgado nos Estados Unidos por crimes cometidos ao longo de 15 anos.
Entre os países que já se pronunciaram, China, Rússia e Colômbia condenaram os ataques. A representante da Colômbia no Conselho, Leonor Zalabata, afirmou que as ações constituem uma grave violação do direito internacional e da carta da ONU, enquanto o embaixador da China, Fu Cong, afirmou que a potência está chocada e condena fortemente as ações ilegais dos EUA. A Rússia, representada por Vasily Nebenzya, afirma que os EUA não podem se proclamar como um tipo de juiz supremo, com libedade de invadir qualquer país.