Familiares da líder quilombola Maria Bernadete Pacífico Moreira, conhecida como Mãe Bernadete, concluíram o recebimento de uma indenização após acordo com o Estado da Bahia, depois da morte da liderança. O pagamento foi realizado por meio de um entendimento administrativo entre as partes, sem necessidade de ação judicial, e teve o valor mantido em sigilo por cláusula de confidencialidade.
O acordo foi conduzido pela Secretaria de Justiça e Direitos Humanos (SJDH) e pela Procuradoria-Geral do Estado (PGE), com o objetivo de garantir reparação à família e evitar um processo judicial prolongado. Familiares destacaram que, embora não repare a perda, a indenização representa um gesto de reconhecimento e suporte, especialmente diante do histórico de ameaças e da necessidade de cuidados contínuos com a segurança.
Mãe Bernadete foi assassinada em agosto de 2023, em Simões Filho, na Região Metropolitana de Salvador. À época, ela estava incluída no programa de proteção da Polícia Militar, vinculado à SJDH, havia pelo menos dois anos, após relatar ameaças recorrentes relacionadas à sua atuação em defesa do território quilombola. O caso gerou grande repercussão e reforçou o debate sobre a segurança de lideranças comunitárias e defensores de direitos humanos na Bahia.