O encerramento das atividades da antiga Rodoviária de Salvador, na Avenida ACM, levou o Governo da Bahia a montar uma força-tarefa para impedir que o prédio entre em processo de abandono após a mudança para o novo terminal. A iniciativa cria uma administração provisória do espaço, com o objetivo de garantir a segurança, a conservação da estrutura e a proteção do patrimônio público durante o período de transição.
A decisão ocorre em meio a um cenário recente de ocupações irregulares e atos de vandalismo registrados em imóveis do Estado, apontados pelo governo como fatores de risco tanto à integridade física das edificações quanto ao seu valor econômico. Pelo prazo inicial de um ano, a comissão ficará responsável por realizar um levantamento detalhado de todos os bens existentes no local e por acompanhar de perto o uso e a manutenção da área.
Além da vigilância imediata, o grupo também deverá elaborar propostas para evitar a deterioração dos ativos enquanto o poder público define o destino definitivo do terreno. A coordenação dos trabalhos ficará a cargo da Secretaria da Administração (Saeb), que poderá acionar a Procuradoria Geral do Estado caso surjam questionamentos jurídicos ao longo do processo.
Durante a inauguração da nova Rodoviária de Salvador, no bairro de Águas Claras, nesta segunda-feira (19), o governador Jerônimo Rodrigues (PT) afirmou que a venda do terreno da antiga rodoviária já recebeu aval da Assembleia Legislativa da Bahia, embora ainda não haja definição sobre a futura ocupação da área. Segundo ele, o imóvel ficará sob responsabilidade da Superintendência de Patrimônio da Saeb e deve abrigar, de forma temporária, uma base da Polícia Militar para reforçar a segurança até que uma solução definitiva seja adotada.