O Irã confirmou, nesta terça-feira (7), um acordo com os Estados Unidos para a reabertura temporária do Estreito de Ormuz, uma das principais rotas do comércio global de petróleo. A liberação terá duração inicial de duas semanas e ocorre em meio a tensões geopolíticas que impactam diretamente o mercado internacional de energia.
O entendimento foi anunciado após o presidente Donald Trump decidir adiar por duas semanas um ultimato feito a Teerã. A condição para o adiamento foi justamente a retomada da navegação na região, por onde passa uma parcela significativa do petróleo mundial, tornando o tema central para a economia global e o preço do petróleo.
De acordo com o chanceler iraniano Abbas Araghchi, o acordo foi mediado por autoridades do Paquistão. Ele afirmou que o Irã suspenderá ações defensivas caso ataques contra o país sejam interrompidos e garantiu que a passagem de embarcações ocorrerá sob condições específicas e com coordenação das forças iranianas, assegurando controle estratégico da região.
As negociações entre os dois países devem avançar nos próximos dias, com início previsto para sexta-feira (10), também no Paquistão. Segundo Araghchi, os EUA propuseram um plano com 15 pontos, enquanto o Irã apresentou uma contraproposta com 10 itens. A mídia estatal iraniana classificou o acordo como um recuo dos norte-americanos, intensificando o debate sobre tensão entre Irã e Estados Unidos, diplomacia internacional e segurança energética.