Em entrevista ao programa Sociedade Urgente, nesta terça-feira (6), o senador Jaques Wagner (PT) comentou a declaração do colega Angelo Coronel (PSD) sobre ser monitorado dentro do grupo político e sobre seu estilo de atuação. Wagner afirmou que respeita a forma como Coronel trabalha, mas reconheceu que ela pode gerar questionamentos.
“Primeiro que eu não sei quem é que monitora ele, não sou eu. Eu não monitoro ninguém, graças a Deus dou liberdade a todo mundo”, disse Wagner.
O senador explicou que o estilo de Coronel é mais reservado em relação a eventos e inaugurações. “Ele tem um estilo muito direto, não segura realmente o pensamento dele, externaliza o que pensa. Eu respeito isso. Às vezes é ruim porque a base pergunta: ‘Ué, e cadê o senador?’ Mas é uma característica dele, e não vejo nenhum problema”, afirmou.
Coronel, por sua vez, havia comentado que não gosta de ser patrulhado e que não participa de todos os eventos do grupo, preferindo atuar de forma independente. “Eu não vou ser forçado a mudar o estilo para agradar quem está me monitorando. Evento para ficar lá mais um no palanque batendo não é a minha praia”, disse ele.
Wagner ressaltou que, apesar das diferenças de estilo, a relação entre os dois permanece tranquila. “Me dou bem com ele, tenho conversado com Coronel. A relação é tranquila. Todo grupo que cresce fica mais difícil acomodar todo mundo, mas não há problema sério”, afirmou.
O senador também lembrou a trajetória do grupo, destacando conquistas eleitorais e o esforço coletivo: “Ninguém acreditava na minha eleição, na primeira eleição de Rui, na de Gerônimo, e nós fomos lá acreditando, com humildade, apresentando resultados. Já ganhamos cinco eleições aqui”.