O governador Jerônimo Rodrigues e seu grupo político vivem um momento de impasse na montagem da chapa governista para a disputa eleitoral na Bahia neste ano. A principal indefinição gira em torno das candidaturas ao Senado: há três nomes fortes para apenas duas vagas. Apesar das tensões internas, Jerônimo tem reiterado que a composição final será anunciada até o mês de março.
Na disputa estão os senadores Jaques Wagner (PT) e Angelo Coronel (PSD), ambos interessados na reeleição. O cenário se tornou mais complexo com a entrada do ministro da Casa Civil, Rui Costa (PT), que articula para integrar a chapa e não ficar sem mandato eletivo. caso avance, a movimentação exigiria a exclusão de um dos atuais senadores, acirrando ainda mais as negociações.
Jaques Wagner defende uma chapa com predominância petista, o que deixaria Angelo Coronel fora da composição. O senador do PSD, por sua vez, resiste à possibilidade de ser preterido e já sinalizou a chance de romper com o grupo governista. Coronel admite, inclusive, a possibilidade de se aproximar do ex-prefeito de Salvador, ACM Neto (União Brasil), adversário político do atual governo estadual.
Além disso, o senador do PSD não descarta lançar uma candidatura avulsa ao Senado, o que poderia fragmentar a base aliada e ameaçar diretamente o projeto de reeleição de Wagner. Diante do impasse, Jerônimo busca manter a unidade do grupo.