O governo Lula avalia não aderir à aliança internacional sobre minerais críticos proposta por Donald Trump. A iniciativa, lançada recentemente, contou com um convite formal ao Brasil, mas, nos bastidores, a sinalização é de cautela em relação ao formato apresentado pela Casa Branca.
Segundo fontes ouvidas, a proposta americana contraria a política externa brasileira de “universalidade”, que prioriza a manutenção de diálogo e cooperação com diferentes países. Na visão do Palácio do Planalto, a adesão ao pacto poderia restringir parcerias estratégicas e reduzir a margem de negociação do país no setor de minerais e insumos considerados essenciais para a indústria e a transição energética.
Além disso, o governo brasileiro prefere firmar acordos bilaterais, em vez de integrar blocos multilaterais nesse tema. Nesse contexto, o Brasil negocia atualmente um entendimento com a Índia sobre minerais críticos e terras raras, com expectativa de assinatura durante a visita oficial de Lula a Nova Delhi nas próximas semanas. A viagem, marcada para o dia 17 de fevereiro, também incluirá passagem pela Coreia do Sul e terá como objetivo ampliar mercados e fortalecer a diversificação das relações comerciais.