“Nós estamos a todo vapor. Essa campanha que a gente encabeça através do Luto por Elas, durante o Carnaval do Não é Não, funciona com um trabalho de prevenção.” A declaração é da promotora de Justiça Sara Gama, do Ministério Público do Estado da Bahia, durante entrevista ao programa Conexão Sociedade, apresentado por Jéssica Smetak nesta sexta-feira (13). De acordo com ela, o foco da atuação é evitar que casos de assédio e importunação ocorram, reduzindo a necessidade de medidas punitivas posteriores.
A promotora explicou que o trabalho começou antes mesmo da abertura oficial do Carnaval e foi ampliado neste ano. Além das ações educativas, o MP está presente em seis camarotes, na Central do Carnaval e com plantão ativo desde quarta-feira na sede de Nazaré e por meios remotos. “Estaremos no Circuito Barra-Ondina, com um posto do Ministério Público, e também no Campo Grande. São vários canais: através do 127 e pelo site do MP, onde estão disponíveis todos os meios de contato”, orientou.
Ao comentar os desafios no enfrentamento à violência contra a mulher, Sara Gama destacou que a principal barreira ainda é cultural. “A violência contra a mulher é a forma de discriminação mais antiga do mundo. O que nós precisamos realmente é mudar a cultura, essa ideia de que a mulher não pode ou é incapaz”, afirmou. Para ela, apesar dos avanços institucionais, a transformação social é fundamental para consolidar o respeito e a igualdade de gênero.