O presidente do PT Bahia, Tássio Brito, afirmou que pessoas ligadas à vida pública devem estar abertas a investigações, mas criticou o que classificou como julgamentos antecipados. A declaração foi feita nesta quarta-feira (4), durante entrevista ao programa Sociedade Urgente, com Adelson Carvalho, ao comentar o caso em que senadores pediram o depoimento e a quebra de sigilos fiscal e bancário da advogada Viviane Barci de Moraes, esposa do ministro do STF Alexandre de Moraes, no âmbito da CPI do Crime Organizado.
Para Tássio, o princípio da apuração deve valer para todos, independentemente de posição política ou vínculo institucional. “Todo mundo que está na vida pública tem que dar a cara e estar sujeito a ser investigado e questionado”, afirmou. Ele ressaltou, no entanto, que há diferença entre investigar e condenar previamente alguém. Segundo o dirigente, a presunção de inocência precisa ser preservada durante o processo.
“O que nós não podemos fazer é julgar a pessoa antes dela ser condenada”, declarou. Tássio comparou a situação a casos envolvendo diferentes espectros políticos, defendendo que o mesmo critério seja aplicado de forma ampla. Para ele, é legítimo que haja convicções ou suspeitas, mas decisões sobre culpa só podem ocorrer após julgamento e condenação, dentro dos ritos legais.