As investigações sobre a morte do cão comunitário Orelha avançaram com a exumação do corpo do animal, realizada em Florianópolis. A nova perícia foi iniciada pela Polícia Científica de Santa Catarina, após solicitação feita no âmbito do inquérito que apura o caso.
A diligência foi requerida pelo Ministério Público de Santa Catarina (MPSC), que também instaurou procedimento preparatório para apurar a conduta do delegado-geral da Polícia Civil de Santa Catarina, Ulisses Gabriel, na condução das investigações. Segundo a 40ª Promotoria de Justiça da Comarca da capital, a medida foi adotada após o recebimento de representações questionando a atuação no caso, com o objetivo de avaliar eventual abertura de inquérito civil.
Em nota, a Polícia Civil e a Polícia Científica informaram que cumprem de forma célere as diligências determinadas e que evitam divulgar detalhes para não comprometer o andamento do procedimento. Orelha foi atacado na madrugada de 4 de janeiro, na Praia Brava, no norte da ilha. Laudos anteriores apontaram que o animal sofreu impacto contundente na cabeça, possivelmente provocado por chute ou objeto rígido. Ele morreu no dia seguinte.