A Polícia Civil de São Paulo deflagrou, nesta segunda-feira (5), uma operação em uma adega de Cidade Tiradentes, na zona leste da capital, após a morte de uma adolescente de 15 anos no último fim de semana. A jovem teria consumido bebidas alcoólicas compradas no local durante as comemorações de Ano Novo, e a principal suspeita é de que o produto estivesse adulterado com metanol, substância altamente tóxica.
Embora a investigação tenha sido motivada pela venda das bebidas, o dono do estabelecimento acabou preso por outras irregularidades descobertas durante a ação policial. Os agentes encontraram uma ligação clandestina de energia elétrica e o armazenamento ilegal de 17 caixas de fogos de artifício, além de diversos frascos de bebidas destiladas, que foram apreendidos para perícia.
Enquanto o Instituto Médico Legal apura a causa exata da morte da adolescente, o caso acendeu um alerta nas autoridades de saúde. A Secretaria de Estado da Saúde acompanha de perto a escalada de intoxicações por metanol em diferentes regiões paulistas, com outros quatro óbitos recentes ainda sob investigação.
O cenário epidemiológico é preocupante: até agora, já foram confirmados 51 casos de ingestão de metanol em São Paulo, com 11 mortes registradas. A capital lidera o número de óbitos, com quatro ocorrências, seguida por Osasco, São Bernardo do Campo, Cajamar, Jundiaí e Sorocaba, revelando um rastro silencioso e letal que mantém o estado em vigilância máxima.