O programa Minha Casa Minha Vida passou por uma reformulação considerada positiva pela prefeitura de Salvador. Em entrevista ao Balanço Geral, nesta terça-feira (20), o secretário de Infraestrutura, Luiz Carlos, explicou os motivos que levavam muitas famílias a abandonar unidades habitacionais construídas anteriormente.
“Em 2021, 270 mil famílias tinham abandonado esses empreendimentos. O custo-benefício não valia a pena: os apartamentos ficavam distantes dos centros, sem mercados, escolas, transporte ou postos de saúde. A violência também era um fator que afastava os moradores”, disse Luiz Carlos.
O secretário destacou que, antes, alguns beneficiários chegavam a vender os imóveis por valores muito baixos e retornavam para moradias improvisadas, diante da falta de infraestrutura e serviços.
Com a reformulação, os terrenos para novas unidades precisam estar a até 2 km de escolas, supermercados, postos de saúde e transporte público. A aprovação desses terrenos pelo Ministério garante uma análise mais rápida e incentiva as empresas a construir empreendimentos próximos dos grandes centros urbanos.
“As empresas começaram a fazer um esforço para identificar terrenos que estejam dentro desse raio, porque senão não conseguem aprovar no ministério”, afirmou Luiz Carlos.
A mudança visa aumentar a permanência dos moradores, oferecendo mais qualidade de vida e reduzindo o abandono das unidades habitacionais.