Após uma escola de samba levar o presidente Luiz Inácio Lula da Silva como personagem central de seu enredo neste ano, o Tribunal de Contas da União (TCU) recomendou a adoção de uma medida cautelar para suspender parte dos repasses federais destinados às agremiações carnavalescas. A decisão foi motivada por uma representação que aponta possível desvio de finalidade no uso dos recursos públicos.
A análise faz parte de uma instrução técnica elaborada por uma unidade do próprio tribunal e publicada no dia 29 de janeiro de 2026. O documento teve como base uma representação protocolada pelo partido Novo, que questiona a aplicação das verbas e pede maior rigor na fiscalização dos convênios firmados entre o governo federal e entidades ligadas ao Carnaval.
Segundo o relatório, está em discussão um repasse de aproximadamente R$ 12 milhões firmado entre a Embratur e a Liga Independente das Escolas de Samba do Rio de Janeiro (Liesa), por meio de um termo de colaboração. O acordo previa a destinação de cerca de R$ 1 milhão para cada escola do Grupo Especial, valor que agora pode ser afetado caso a medida cautelar seja confirmada.