Em declarações recentes, o ex-presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, voltou a elevar o tom na política externa ao mencionar interesses estratégicos na Groenlândia e críticas diretas à Colômbia. As falas ocorrem em meio a especulações e controvérsias internacionais, após Trump retomar protagonismo no debate político norte-americano, reacendendo tensões diplomáticas com aliados e países da América Latina.
No caso da Groenlândia, território autônomo ligado ao Reino da Dinamarca, Trump voltou a defender que a ilha tem relevância estratégica para a segurança dos Estados Unidos. Em resposta, a primeira-ministra dinamarquesa, Mette Frederiksen, foi enfática ao afirmar que os EUA não têm qualquer direito de anexar territórios pertencentes à Dinamarca. Ela destacou ainda que o país integra a Organização do Tratado do Atlântico Norte (Otan) e está sob a proteção da aliança militar, liderada justamente pelos Estados Unidos.
Trump, por sua vez, argumenta que o interesse pela Groenlândia não estaria ligado à exploração de minerais, mas à segurança internacional, alegando a presença crescente de navios russos e chineses nas proximidades da região. A fala reforça o discurso geopolítico do ex-presidente, que frequentemente associa disputas territoriais à proteção de interesses estratégicos norte-americanos.
Ao comentar sobre a Colômbia, Trump fez duras críticas ao governo do país, acusando o presidente colombiano de facilitar o tráfico de cocaína para os Estados Unidos. O líder colombiano rebateu as declarações, afirmando que não possui riquezas além da casa da família, ainda paga com seu salário, e ressaltou que seus extratos bancários são públicos. O episódio aprofundou o desgaste diplomático e gerou repercussão no cenário político regional.