O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, afirmou nesta segunda-feira (5) que a operação envolvendo a Venezuela não é contra o país, mas contra traficantes. Em entrevista à NBC News, ele voltou a criticar o envio de criminosos e dependentes químicos de outros países para os Estados Unidos, reforçando o discurso de combate ao crime transnacional.
Trump descartou a realização de novas eleições na Venezuela nos próximos 30 dias, alegando que o país precisará ser “consertado” antes de um pleito democrático. “Vai levar um tempo. Precisamos cuidar para que o país se recupere”, afirmou o presidente norte-americano, sugerindo que o processo será acompanhado de perto pelos EUA.
Enquanto novas eleições não forem realizadas, um grupo de autoridades norte-americanas supervisionará o governo venezuelano. Entre os nomes mencionados estão o secretário de Estado Marco Rubio, o secretário de Defesa Pete Hegseth, o vice-chefe de gabinete da Casa Branca Stephen Miller e o vice-presidente JD Vance, formando uma espécie de “comando temporário” sobre a administração do país.
Apesar da equipe de supervisão, Trump deixou claro que terá a palavra final sobre todas as decisões relativas à Venezuela, mantendo o controle centralizado das ações do governo norte-americano no país sul-americano.