As irmãs Denise Moro, de 57 anos, e Josiane Moro, de 55, voltaram a São Leopoldo, no Rio Grande do Sul neste sábado (7), após serem baleadas durante uma viagem ao extremo sul da Bahia. As duas foram atingidas no dia 24 de fevereiro, após passar por uma área de conflito entre indígenas e fazendeiros, enquanto seguiam de carro para a praia de Barra do Cahy.
As gaúchas estavam acompanhadas de Luis Alberto Dutra, marido de Josiane, que não ficou ferido no ataque. Dutra as levou de volta a comunidade que estavam hospedados, e buscou atendimento. As vítimas foram resgatadas por helicóptero e levadas ao Hospital Regional Deputado Luís Eduardo Magalhães, em Porto Seguro. Elas ficaram internadas por cerca de uma semana, passaram por cirurgias e chegaram a permanecer na Unidade de Terapia Intensiva (UTI).
Após o caso, pelo menos doze homens foram presos por suspeita de envolvimento. Na última quinta-feira (5), a Justiça Federal em Teixeira de Freitas concedeu liberdade provisória a cinco indígenas detidos, enquanto outros dois investigados devem cumprir prisão domiciliar e uma liderança indígena permanece em prisão preventiva.