Em coletiva nesta segunda-feira (12), o senador e ex-governador da Bahia, Jaques Wagner (PT), comentou sobre a demora na construção da ponte Salvador-Itaparica, um dos projetos de maior porte do estado. Ele justificou que obras dessa magnitude naturalmente enfrentam desafios e citou fatores como a pandemia de Covid-19, que provocou alta nos preços dos insumos e obrigou repactuações contratuais.
Wagner também destacou a necessidade de aprovações junto ao Tribunal de Contas e ao Ministério Público, ressaltando que o processo burocrático, apesar de demorado, foi fundamental para viabilizar a obra. “Nosso país, felizmente, tem Tribunal de Contas, tem Ministério Público, e deu muito trabalho para a gente conseguir aprovar a nova equação”, afirmou.
O senador projetou que a ponte estará em operação até 2030, embora tenha admitido que gostaria que estivesse pronta antes. Ele relembrou experiências passadas, como a implantação do metrô, criticando a ironia de parte da população na época, e comparou: “Quando eu falei de metrô, muita gente ironizou, queria BRT. Eu disse: ‘Não, vou fazer metrô e fizemos’. Estamos fazendo BRT”.
Além da ponte, Wagner ressaltou os avanços do governo baiano em setores como saúde, educação, assistência social e apoio à agricultura familiar e ao agronegócio. Ele destacou que o trabalho desenvolvido ao longo de 19 anos, atravessando três gestões estaduais, tem contribuído para o desenvolvimento da Bahia. “Na minha opinião, a ponte demorou, mas vai sair”, concluiu.