Em entrevista ao programa Sociedade Urgente, nesta terça-feira (6), o senador Jaques Wagner (PT) esclareceu informações equivocadas sobre a votação da PL da Dosimetria, afirmando que nunca houve acordo para aliviar penas e que o governo é contrário à proposta.
“Foi uma fake news produzida, não sei porquê, pelo senador Renan Calheiros, que objetivamente fez uma fake news completa”, disse Wagner, esclarecendo que o projeto foi votado na Câmara e enviado ao Senado, mas que ele encaminhou posição contrária como líder do governo.
Segundo o senador, houve confusão porque outras matérias foram votadas junto com a Dosimetria, incluindo a chamada “taxação BBB”, sobre bancos, bilionários e bets, e regras para fintechs. “Houveram três tentativas de adiar a votação, mas a única coisa que ia mudar era empurrar para o ano que vem. Eu estava na reunião ministerial e encaminhei pelo governo contra a dosimetria”, afirmou.
Wagner destacou que, apesar das críticas nas redes sociais, mantém firme sua posição: “Cada pouco: ‘3 milhões’. Eu digo: ‘Amigo, se eu tô tranquilo com a minha cabeça e sei o que estou falando, a verdade vai brotar’. Eu não saio correndo porque estão falando nas redes. O dia que eu for conduzido pela rede, é melhor largar o cargo”.
O senador também antecipou que o presidente Lula vetará a matéria durante o ato em defesa da democracia marcado para o dia 8 de janeiro: “O PT é contra a dosimetria, o governo é contra a dosimetria, e dia 8, para não ter mais dúvida, ele vai vetar aquilo que foi aprovado. Depois vai depender do Congresso se vai derrubar ou não o veto do presidente”.
Para Wagner, a polêmica ilustra a importância de analisar fatos com cuidado e não se deixar levar por boatos: “A única coisa que eu falei foi: ‘Tem que votar, a democracia funciona assim. Votamos para votar. Eu ganhei a BBB e eles ganharam a dosimetria como ganharia em qualquer tempo’”.