O governo da Argentina anunciou que está disposto a enviar tropas ao Oriente Médio caso haja uma solicitação formal dos Estados Unidos. O porta-voz Javier Lanari confirmou que o país oferecerá qualquer assistência necessária, reforçando o alinhamento de Javier Milei com Washington e Tel Aviv. A postura provocou reações imediatas do Irã, que classificou as declarações como uma ameaça à sua segurança nacional.
Enquanto mira no apoio às guerras do Oriente Médio, Milei enfrenta uma crise interna com denúncias de corrupção envolvendo a criptomoeda Libra. Peritos judiciais encontraram indícios de um suposto acordo de US$ 5 milhões envolvendo o presidente e sua irmã, Karina Milei. A oposição no Parlamento já utiliza as revelações para tentar abrir uma investigação oficial sobre o caso, que gerou prejuízos milionários a investidores.
O atual apoio militar aos EUA resgata o histórico da Argentina em conflitos internacionais, como a Guerra do Golfo em 1991. Contudo, a decisão ignora as tensões da Guerra das Malvinas, em 1982, quando os americanos apoiaram o Reino Unido contra os argentinos. Além do envio de tropas, Milei promete medidas simbólicas como a transferência da embaixada argentina para Jerusalém.