O recurso apresentado pelo Ministério Público da Bahia (MPBA) que pedia o reestabelecimento da prisão preventiva do capitão da Polícia Militar, Mauro das Neves Grunfeld, foi negada pelo Supremo Tribunal Federal (STF). Mauro foi preso em 2024, apontado como participante de um esquema de comércio ilegal de armas e munições, e está respondendo em liberdade.
A decisão é do ministro Flávio Dino, que explicou que o recurso do MPBA não pôde ser analisado pelo STF porque a discussão envolve aplicação de regras do Código de Processo Penal, e não uma violação direta à Constituição Federal. Segundo o relator, seria necessário reavaliar provas e fatos do processo, o que não é permitido em recurso extraordinário.
O capitão da PM-BA foi preso durante uma das maiores ações da Polícia Civil da Bahia, contra o crime organizado no estado, a Megaoperação Zimmer, deflagrada em 2024. A investigação apontava uma ligação entre Mauro e a organização criminosa Primeiro Comando da Capital (PCC), com atuação em tráfico de drogas, homicídios, lavagem de dinheiro, entre outras.
Ele foi capturado em um condomínio de alto padrão no bairro da Graça, em Salvador, e já havia sido preso anteriormente durante a Operação Fogo Amigo, que também investigava um esquema de repasse de armas e munições para organizações criminosas.