Os advogados de Jair Bolsonaro (PL) solicitaram ao ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), autorização para que o ex-presidente seja submetido ao tratamento de Estímulo Elétrico Craniano (CES). De acordo com a defesa, o procedimento tem como objetivo melhorar a qualidade do sono, a ansiedade, a depressão e as crises de soluço. Em laudo de 18 páginas apresentado à Corte, o médico Ricardo Caiado afirma que a técnica de neuromodulação não invasiva busca promover a “regulação funcional da atividade neurofisiológica central”.
Segundo a petição, o método é aplicado por meio de “clipes auriculares bilaterais”, enquanto o paciente permanece “em repouso consciente”, em sessões com duração entre 50 minutos e 1 hora. A defesa sustenta que há necessidade de realização do tratamento três vezes por semana, de forma independente das visitas autorizadas, e solicita que o procedimento ocorra ao final do dia, em horário mais próximo possível do repouso noturno, respeitando as regras de segurança da unidade prisional.
Os advogados informaram ainda que Bolsonaro já havia sido submetido ao tratamento em abril de 2025. Após oito dias de aplicação da neuromodulação, “foi possível documentar melhoras perceptíveis tanto nos parâmetros gerais de saúde, incluindo sono e ansiedade/depressão, como também no quadro de soluços“. A defesa acrescentou: “No período em que Bolsonaro se submeteu ao referido tratamento, houve melhora significativa na qualidade do sono e no quadro de soluços, que chegaram a parar durante aquele período daquela internação. O tratamento prolongado, portanto, pode trazer significativa melhora para o quadro médico de multimorbidade já descrito e comprovado”, alegaram. O ex-presidente cumpre pena de 27 anos e 3 meses no 19º Batalhão de Polícia Militar, conhecido como Papudinha.