A Polícia Federal decidiu, nesta quinta-feira (26), o afastamento do ex-deputado federal Eduardo Bolsonaro (PL-SP) do cargo de escrivão até a conclusão de um Processo Administrativo Disciplinar (PAD). A medida foi oficializada por meio de portaria publicada no Diário Oficial da União e assinada pela Corregedoria Regional no Rio de Janeiro. O procedimento foi instaurado no fim de janeiro para apurar faltas não justificadas do servidor à Delegacia da PF em Angra dos Reis (RJ), além de investigar possível abandono de cargo.
Pelo ato administrativo, Eduardo deverá entregar a carteira funcional e a arma institucional ao chefe imediato no prazo de cinco dias úteis, salvo eventual decisão em sentido contrário da autoridade responsável pelo caso. O ex-parlamentar está nos Estados Unidos desde março do ano passado e afirma que não pretende retornar ao Brasil, alegando ser alvo de perseguição política.
Paralelamente ao processo disciplinar, Eduardo também responde a ação penal no Supremo Tribunal Federal (STF). No último dia 19 de fevereiro, a Corte o tornou réu por suposta obstrução de Justiça e coação, após denúncia apresentada pela Procuradoria-Geral da República (PGR). Com a abertura da ação, ele deverá apresentar defesa e indicar testemunhas, cabendo aos ministros do Supremo decidir, ao final do julgamento, pela absolvição ou eventual condenação.