O ministro do Supremo Tribunal Federal (STF), Cristiano Zanin, negou nesta quinta-feira (12) o mandado de segurança que pedia a abertura imediata da CPI do Banco Master na Câmara. Ele justificou que o prazo de pouco mais de um mês desde o requerimento não prova omissão do presidente Hugo Motta e que faltam documentos que demonstrem uma recusa ilegal à instalação.
Apesar de indeferir o pedido judicial, Zanin ressaltou que sua decisão não proíbe a Câmara de instaurar a comissão por conta própria. O ministro esclareceu que o Supremo apenas rejeitou a intervenção forçada pela falta de provas, mantendo a prerrogativa dos deputados de investigar as suspeitas contra o banco conforme as regras do Regimento Interno.
Zanin assumiu a relatoria na quarta-feira (11) após sorteio eletrônico. O motivo foi a saída do ministro Dias Toffoli por suspeição declarada. Toffoli se afastou de todos os processos ligados ao Banco Master após a Polícia Federal encontrar menções ao seu nome em mensagens no celular do banqueiro Daniel Vorcaro, dono da instituição. A investigação aponta que Toffoli é sócio de um resort no Paraná comprado por um fundo vinculado ao banco.