A montadora chinesa BYD entrou para a chamada “lista suja” do trabalho escravo do governo federal, que reúne empregadores flagrados explorando trabalhadores em condições degradantes. A nova atualização trouxe 169 nomes, um aumento de 20% em relação à anterior, sendo 101 pessoas físicas e 58 empresas.
Segundo a Auditoria Fiscal do Trabalho, os casos ocorreram entre 2020 e 2025. A Bahia aparece entre os estados com mais registros, com 12 inclusões nesta lista.
No caso da BYD, a inclusão veio após uma operação em dezembro de 2024, que identificou 471 trabalhadores chineses trazidos de forma irregular ao Brasil. Desses, 163 foram resgatados em condições análogas à escravidão.
De acordo com o auto de infração, a empresa teria montado um esquema para trazer esses trabalhadores sem vínculo formal, com promessas que não se cumpriram. Entre as irregularidades estão salários diferentes do combinado, falta de contratos e informações falsas sobre a legalidade da situação, o que teria enganado tanto os trabalhadores quanto as autoridades brasileiras.