O governo brasileiro está mobilizado para enviar insumos e profissionais de saúde à Venezuela, que foi atingida por fortes terremotos de magnitude 7.2 e 7.5. O ministro da Saúde, Alexandre Padilha, acionou a Organização Pan-americana de Saúde (OPAS) e as autoridades locais para coordenar o apoio humanitário, embora a assessoria da pasta ressalte que ainda aguarda um pedido oficial do país vizinho.
A urgência da mobilização internacional se deve à gravidade da tragédia, que já registra oficialmente 164 mortos e 970 feridos. No entanto, o Serviço Geológico dos EUA projeta que o número de vítimas pode chegar a dezenas de milhares, além de estimar um impacto econômico devastador de até 7% do PIB venezuelano. Diante do cenário, chefes de Estado de todo o mundo prometeram assistência.
Enquanto a ajuda internacional é estruturada, a OPAS já atua diretamente em solo venezuelano prestando socorro imediato. Segundo o chefe da instituição, Jarbas Barbosa, as equipes locais trabalham em parceria com as autoridades do país, contando com o suporte logístico do Centro de Operações de Emergência em Washington e a coordenação da ONU para atender às demandas mais críticas da população.