A preservação da memória da radiodifusão foi o tema da entrevista concedida por Dina Rachid, radialista e responsável pelo Museu do Rádio, ao programa Balanço Geral, apresentado por Adelson Carvalho, nesta quarta-feira (15). Durante a conversa, ela destacou o desafio de reunir materiais históricos para compor o acervo do museu e fez um apelo a profissionais da comunicação, colecionadores e ouvintes para que contribuam com registros sonoros que marcaram a história do rádio na Bahia.
Segundo Dina, a principal necessidade do projeto é reunir áudios de programas, vinhetas, transmissões e demais conteúdos radiofônicos. Ela lembrou que a Rádio Sociedade da Bahia foi a primeira emissora do estado e a segunda do Brasil, mas ressaltou que grande parte desse patrimônio se perdeu ao longo dos anos. “Eu preciso de acervo. Vinhetas, programas, tudo que tem a ver com a história do rádio. O Museu do Rádio itinerante é para ser ouvido, percebido”, afirmou, destacando que o objetivo é proporcionar ao público uma experiência baseada na escuta.
A radialista também reforçou a importância do rádio como instrumento de informação, educação e emoção. Para ela, mesmo com os avanços da inteligência artificial, a essência da comunicação humana permanece insubstituível. Dina explicou que, caso parte do material histórico não seja encontrada, o museu pretende reconstruir momentos marcantes com o apoio de pesquisadores, preservando vozes originais sempre que possível. “A inteligência artificial pode até parecer muito com a voz humana, mas ela não transmite a emoção que nós passamos”, concluiu.