O deputado federal Paulo Azi (União Brasil) voltou a cobrar do governo federal uma solução definitiva para a BR-324 e criticou a demora na execução das medidas prometidas após o fim da concessão da ViaBahia. Segundo o parlamentar, mais de um ano e cinco meses depois de o então ministro da Casa Civil, Rui Costa (PT), anunciar a saída da concessionária e garantir intervenções emergenciais na rodovia, motoristas continuam enfrentando problemas como pavimento deteriorado, congestionamentos e insegurança em um dos principais corredores logísticos da Bahia. O encerramento consensual do contrato entre a ViaBahia e a Agência Nacional de Transportes Terrestres (ANTT) foi homologado pelo Tribunal de Contas da União (TCU), e, desde maio de 2025, a administração dos trechos das BRs 324 e 116 passou a ser exercida provisoriamente pelo Departamento Nacional de Infraestrutura de Transportes (Dnit), enquanto o governo prepara uma nova licitação para conceder as rodovias à iniciativa privada.
Em suas críticas, Azi destacou que a concessão iniciada em 2009 não cumpriu compromissos considerados essenciais, como a duplicação e ampliação da capacidade da BR-324 entre Salvador e Feira de Santana, apesar dos anos de cobrança de pedágio aos usuários. O deputado também questionou o pagamento de aproximadamente R$ 892 milhões à ViaBahia para viabilizar a rescisão antecipada do contrato, afirmando que, mesmo após esse acordo, a população ainda aguarda melhorias efetivas e a definição de uma nova concessionária. Para o parlamentar, a demora na conclusão do processo evidencia falhas no planejamento e na execução das ações prometidas pelo governo federal, enquanto milhares de condutores seguem convivendo diariamente com os impactos da precariedade da rodovia, considerada estratégica para a mobilidade, o transporte de cargas e o desenvolvimento econômico da Bahia.