A entrevista no programa Sociedade Urgente, apresentado por Adelson Carvalho nesta quinta-feira (02), trouxe esclarecimentos importantes sobre o papel da central de regulação na Bahia. A diretora de regulação Rita Santos destacou que o setor tem sido frequentemente responsabilizado pela falta de vagas no sistema de saúde, mas reforçou a necessidade de ampliar o entendimento da população. “A regulação não cria vagas, ela organiza e indica as necessidades da rede”, afirmou.
Rita Santos também apontou que o debate sobre o tema tem sido politizado, o que, segundo ela, distorce a compreensão do problema. A diretora explicou que, embora o Estado mantenha a central de regulação, a responsabilidade pela ampliação de serviços não é exclusiva do governo estadual. “A demanda que aparece na tela da regulação não pode ser atribuída apenas ao Estado. É um sistema que depende também da estrutura municipal e de outras esferas”, disse, ressaltando que essa dinâmica ocorre em todo o país, não sendo uma particularidade da Bahia.
A gestora destacou ainda que os dados da regulação são fundamentais para orientar decisões estratégicas, como a criação de novos leitos, especialmente em áreas como cardiologia e ortopedia. Ela citou o período da pandemia de Covid-19 como exemplo, quando houve explosão na demanda e a central teve papel essencial ao sinalizar a necessidade de expansão da rede. Além disso, alertou para o aumento de casos de menor complexidade no sistema, o que contribui para a sobrecarga e evidencia a necessidade de fortalecimento da rede básica de saúde nos municípios.