Durante o cumprimento de mandados da Operação Falsas Promessas 3, que resultou na interdição do Camarote 305 na véspera da abertura do Carnaval de Salvador, um dos advogados do proprietário do espaço foi preso em flagrante. O dono do camarote, Diogo Santos de Almeida, conhecido como Diogo 305, já havia sido detido na quarta-feira (11). As duas prisões foram convertidas em preventivas pela Justiça.
Segundo a Polícia Civil, o advogado foi alvo de busca e apreensão após tentar acessar remotamente um celular que havia sido apreendido durante a operação. A conduta foi interpretada como tentativa de obstrução das investigações, o que motivou a prisão em flagrante. O camarote é apontado como um dos meios utilizados por um grupo suspeito de lavar dinheiro proveniente da exploração ilegal de rifas na internet.
De acordo com o Departamento de Repressão e Combate à Corrupção, ao Crime Organizado e à Lavagem de Dinheiro (Draco), o espaço estava registrado em nome do advogado do investigado e integraria um esquema que utilizava empresas de fachada para ocultar recursos obtidos com rifas online. Desde o sábado (14), a estrutura passou a ser utilizada pela polícia como ponto estratégico de observação da folia no circuito Dodô (Barra/Ondina). As investigações sobre as conexões financeiras do grupo continuam em andamento.