O Brasil deixou de integrar o ranking dos 20 países com maior número de crianças sem vacinação, após reduzir em 86% o total de crianças “zero-dose”, segundo dados divulgados pela Organização Mundial da Saúde (OMS) e pelo Unicef. Em 2025, o país registrou 50 mil crianças sem a primeira dose da vacina pentavalente, contra 360 mil em 2023.
A melhora é atribuída ao aumento da cobertura vacinal e ao fortalecimento das estratégias do Ministério da Saúde, como campanhas de vacinação, busca ativa de crianças com esquema incompleto, ampliação da imunização nas escolas e modernização dos sistemas do Programa Nacional de Imunizações (PNI).
Apesar do avanço brasileiro, o cenário global ainda preocupa. O relatório aponta que 13,5 milhões de crianças permaneceram sem receber a primeira dose da vacina contra difteria, tétano e coqueluche em 2025, enquanto 57 países registraram surtos significativos de sarampo ao longo do último ano.