A Justiça do Pará condenou o cantor Bruno Mafra, da banda “Bruno e Trio”, a 32 anos de prisão por abuso sexual contra as próprias filhas. A sentença de primeira instância, proferida nesta sexta-feira (27), considerou que há provas contundentes de autoria e materialidade dos crimes. Os abusos ocorreram de forma repetida entre 2007 e 2011, em Belém.
As vítimas, que tinham menos de 14 anos na época dos fatos, só denunciaram o pai em 2019, após atingirem a idade adulta. Segundo o Ministério Público, as agressões aconteciam na residência da família e em veículos. A decisão judicial baseou-se nos depoimentos detalhados e coerentes das filhas ao longo de toda a investigação.
A defesa do artista informou que irá recorrer da decisão, alegando que o processo ainda está em curso e que houve violações ao devido processo legal. Os advogados sustentam que a validade jurídica dos atos processuais está comprometida. Por ser uma decisão de primeira instância, o cantor ainda pode apresentar recursos em instâncias superiores.