O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, confirmou nesta terça-feira (20) que convidou o presidente Luiz Inácio Lula da Silva para integrar um conselho internacional voltado à supervisão da reconstrução da Faixa de Gaza. O grupo, chamado de Conselho da Paz, será liderado por Trump e atuará definindo diretrizes para um comitê responsável pela administração do território palestino, devastado por anos de ofensivas militares e com dezenas de milhares de mortes registradas.
Durante uma coletiva de imprensa, Trump afirmou ter simpatia por Lula e disse acreditar que o presidente brasileiro pode exercer um papel relevante no colegiado. A iniciativa faz parte da segunda etapa de um plano de paz anunciado pela Casa Branca, que prevê a criação de estruturas internacionais para gerir a reconstrução de Gaza, mesmo diante de relatos de continuidade de confrontos na região.
O governo brasileiro ainda não se manifestou oficialmente sobre a aceitação do convite, embora o Itamaraty tenha confirmado o recebimento da proposta por meio da embaixada em Washington. Outros chefes de Estado também foram convidados, entre eles os presidentes da Argentina, do Paraguai e da Turquia, além de líderes europeus e do Egito. A composição detalhada e as regras de funcionamento do conselho, no entanto, ainda não foram divulgadas.
Enquanto isso, o plano norte-americano tem gerado críticas e controvérsias. Autoridades de Israel afirmaram não terem sido consultadas previamente, e informações sobre uma possível cobrança financeira para participação no conselho foram negadas pela Casa Branca. No mesmo dia da confirmação do convite, Lula voltou a criticar Trump, acusando o presidente dos EUA de tentar influenciar a política global por meio de declarações frequentes nas redes sociais.