A defesa do ex-presidente Jair Bolsonaro afirmou ao Supremo Tribunal Federal que ele não cometeu nenhuma irregularidade após a apreensão de uma arma de fogo registrada em seu nome. Os advogados pediram que o episódio não seja considerado uma falta grave e solicitaram a manutenção da prisão domiciliar.
Na manifestação enviada ao ministro Alexandre de Moraes, a defesa argumenta que a arma estava regularmente registrada e já permanecia na residência de Bolsonaro antes da condenação. Segundo os advogados, não houve tentativa de esconder o armamento, alterar o registro ou impedir a identificação do proprietário.
Os defensores também afirmam que Bolsonaro nunca foi comunicado sobre uma eventual perda do registro da arma e que não foi aberto nenhum processo administrativo para cancelar a autorização. Por isso, sustentam que não havia impedimento para que o armamento continuasse guardado na residência do ex-presidente.
Na última quarta-feira, Moraes deu prazo de 48 horas para que a Procuradoria-Geral da República se manifeste sobre a possibilidade de o caso ser considerado uma falta grave, o que poderá influenciar na decisão sobre a continuidade da prisão domiciliar de Bolsonaro.