Durante o exame de corpo de delito realizado após sua detenção, o general Augusto Heleno, 78 anos, afirmou aos peritos que recebeu diagnóstico de Alzheimer em 2018 e que convive com a doença desde então. O procedimento, obrigatório em casos de prisão, registra o estado físico do detido para garantir seus direitos e resguardar o Estado de eventuais questionamentos futuros. No laudo, consta que Heleno relatou “perda de memória recente importante, prisão de ventre e hipertensão, em tratamento medicamentoso”.
A prisão do ex-chefe do Gabinete de Segurança Institucional ocorreu nesta terça-feira (25), em Brasília, durante ação conjunta do Exército e da Polícia Federal. Após ser detido, ele foi levado ao Comando Militar do Planalto, onde permanece custodiado. A ordem de prisão foi emitida após o Supremo Tribunal Federal (STF) declarar o trânsito em julgado de sua condenação a 21 anos de prisão, por integrar o núcleo central da organização criminosa que tentou manter o ex-presidente no poder após a derrota eleitoral.