O número de exames de detecção precoce do câncer de intestino realizados pelo Sistema Único de Saúde triplicou nos últimos dez anos, segundo levantamento divulgado durante a campanha Março Azul. Tanto a pesquisa de sangue oculto nas fezes quanto as colonoscopias registraram aumento significativo, reforçando a importância da prevenção e do diagnóstico precoce.
Entre 2016 e 2025, os exames de sangue oculto nas fezes passaram de 1.146.998 para 3.336.561 – crescimento de cerca de 190% –, enquanto as colonoscopias subiram de 261.214 para 639.924 procedimentos, avanço de 145%. O maior volume de testes foi registrado em São Paulo, Minas Gerais e Santa Catarina, enquanto os menores ocorreram em Amapá, Acre e Roraima.
Segundo o presidente da Sociedade Brasileira de Endoscopia Digestiva, Eduardo Guimarães Hourneaux, o aumento reflete o impacto de campanhas de conscientização, iluminação de prédios, mutirões e a divulgação de informações em escolas e unidades de saúde. Ele destaca ainda que casos públicos, como o da cantora Preta Gil e de outros nomes famosos, ajudam a sensibilizar a população sobre a importância de não adiar exames.
A campanha Março Azul, promovida desde 2021 pela Sobed, Sociedade Brasileira de Coloproctologia e Federação Brasileira de Gastroenterologia, conta este ano com apoio da Sociedade Brasileira de Anestesiologia, Associação Médica Brasileira e Conselho Federal de Medicina. O Instituto Nacional de Câncer estima que mortes prematuras por câncer de intestino devem aumentar até 2030, reforçando a necessidade de ampliar o rastreamento e o diagnóstico precoce.