Depois de mais de uma década atuando na limpeza e manutenção da Universidade Federal da Bahia (Ufba), cerca de 400 trabalhadores terceirizados devem deixar seus postos a partir do próximo domingo (11). Eles eram vinculados à empresa Liderança Limpeza e Conservação Ltda., cujo contrato com a instituição chega ao fim em meio a impasses trabalhistas e denúncias de assédio moral.
O encerramento do vínculo tem gerado apreensão entre os funcionários, que temem prejuízos financeiros e insegurança diante da transição. A situação ganhou contornos ainda mais delicados com a negociação das verbas rescisórias.
Segundo o presidente do Sindicato dos Terceirizados, Maurício Roxo, foi firmado um acordo que garante apenas 20% da multa do FGTS, embora a categoria reivindicasse o pagamento integral dos direitos. Ele afirma que a empresa chegou a descartar demissões e sugeriu realocações consideradas inviáveis, como transferências para locais distantes, o que levou os trabalhadores a defenderem a demissão formal para viabilizar a contratação pela nova prestadora.
A Ufba informou ter notificado a Liderança por descumprimento contratual e relatou um ambiente de instabilidade, com denúncias de pressão para que funcionários pedissem demissão. Apesar disso, cerca de 90% dos terceirizados devem ser absorvidos pela nova empresa, a Jutze. Em nota, a universidade destacou que esses profissionais detêm conhecimento técnico essencial e que substituições abruptas podem comprometer a qualidade dos serviços e a segurança operacional.